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EDUCAÇÃO 13/12/2017 Encerramento do “Mais Educação” surpreende alunos em seminário divertido e sinistro

Encerramento do “Mais Educação” surpreende alunos em seminário divertido e sinistro

O Programa Mais Educação encerrou o ano de 2017 com chave de ouro. Desde novembro, as 16 Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB's) acompanharam os alunos participantes do programa em uma visita ao Centro de Vivência em Múltiplas Linguagens Raimunda Assunção dos Santos. Veja mais fotos da atividade

O objetivo do seminário “Os Fantásticos Movimentos da Sabedoria Brincante” era trabalhar nas crianças – e com elas – o medo em seus diversos aspectos, por meio do cinema, teatro, exposição e de elementos imaginários.

Na tarde da última terça-feira (13), duas últimas escolas – Nilza Dias Mathias e Paulo Cardoso de Azevedo – participaram do seminário com cerca de 60 alunos, sendo 30 por escola.

Seis salas do Centro de Vivência estavam preparadas para receber a visita das crianças. Cada grupo de professores ficou responsável por cuidar de uma sala, alguns estavam vestidos com fantasias que ficaram marcadas no imaginário das crianças, como por exemplo, a Samara, personagem fictícia do famoso filme “O Chamado”.

Pré-seminário

Os profissionais do programa Mais Educação passaram por uma formação para desenvolver essa atividade e, desde o início do segundo semestre deste ano, os alunos e professores trabalharam diversos textos que envolvem o imaginário, o mundo fantástico e histórias de suspense. Além disso fazendo dramatizações, arte, trabalhando com o teatro e também com o corpo. Tudo para que as crianças estivessem prontas para participar do seminário.

A pedagoga do “Mais Educação”, Ângela Maria Lucena, explicou que a ideia inicial era trabalhar com os contos fantásticos. Na parte do cinema, as crianças fizeram uma pequena cena baseada na obra literária do autor americano Edgar Allan Poe “Coração delator”. “Nós estudamos os textos do autor e tivemos uma formação com o Henrique Zanoni, para montarmos com os alunos os curtas-metragens. Eles não viram o resultado final, só assistiram quando vieram ao seminário”, afirmou.

Os espaços do Centro de Vivência viraram cenários

As salas foram preparadas com a intenção de proporcionar sensações de medo, relaxamento e alívio nas crianças, momentos em que o coração acelerasse e depois acalmasse. Na sala inicial, os alunos passaram por uma dinâmica.

Na sequência, a sala vermelha, que era mais escura e tinha uma poção mágica (suco de uva) para as crianças tomarem. A sala preta era a que causava mais medo nas crianças, por ser a mais escura de todas.


Logo depois, uma mais leve, de brincadeiras e de cinema, além da próxima, que tinha colchões e pipoca para os pequenos. Na última, uma exposição de fotos das escolas que passaram por ali; um momento de tirar fotos com os personagens assustadores e também de deixarem registrado em um caderno o que eles sentiram, o que mais gostaram na visita e também do que tiveram mais medo.

Ângela também falou sobre a surpresa das crianças em relação à visita. “Eu gostei porque muitos alunos dizem não ter nenhum medo, mas aqui podemos ver eles dizendo: “nossa, professora, eu estou com medo”, porque essa é uma forma deles administrarem seus medos e saberem que esse sentimento é totalmente normal. E, depois eles ainda têm a oportunidade de descobrir que, na realidade, os “monstros” aqui eram só os professores fantasiados. Isso foi muito gratificante para todos nós”, concluiu.

(Texto e foto: Karen Moraes)