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SAÚDE 20/05/2019 Artistas do CAPS II participam da 2º feira da saúde da Unifaccamp

Artistas do CAPS II participam da 2º feira da saúde da Unifaccamp

Dando início às comemorações da luta antimanicomial, integrantes da equipe de estágio do curso de enfermagem do Centro de Atenção Psicossocial Luiz Marcelo Mazarini Novaes, o CAPS II de Franco da Rocha, participaram no último sábado (11), da 2º Feira de Saúde da Unifaccamp (Centro Universitário Campo Limpo Paulista), em Campo Limpo Paulista, acompanhados de Antonio Rosas Satilio e Erick Moreira, que são atendidos no Caps.

Confira as fotos do evento

Ambos foram apresentar seus quadros e gravuras na feira de saúde e lá tiveram a oportunidade de compartilhar impressões, experiências com o público universitário e participar das ações de saúde promovidas no local.

O professor Cláudio Rogério, orientador de estágio no CAPS II, foi o idealizador da exposição e venda dos quadros dos artistas. Além das telas, a feira contou com a venda do bazar que possui bolsas personalizadas pelos próprios usuários do serviço.

O espaço vem promovendo ações de valorização do trabalho artísticos das pessoas que vivem com esquizofrenia e acabam se expressando por meio da pintura a óleo sobre a tela. Eles também têm um ateliê onde são vendidos esses quadros.

A participação dos artistas de Franco da Rocha na feira lembrou a luta pela abertura dos centros de atenção psicossocial e a importância do tratamento em meio aberto e comunitário do SUS, que tiveram início a partir da Reforma Psiquiátrica, ocorrida nos anos 70. A reforma propunha, entre outras coisas, a reinserção social das pessoas com transtornos mentais, bem como o acesso ao tratamento humanizado, longe dos manicômios e com a participação da família e da comunidade. Os esforços dos trabalhadores da área da saúde resultaram na aprovação da Lei 10.216 de 2001, (conhecida como a Lei de Reforma Psiquiátrica), garantindo a proteção e os direitos da pessoa com transtorno mental.


CAPS

O equipamento de saúde dispõe de oficinas terapêuticas, realiza confraternizações, acompanhamento médico e medicação dos atendidos. Esta é a receita adotada para tratar os pacientes com transtornos graves.

Todo esse trabalho visa acrescentar habilidades às pessoas, diminuindo o dano causado pelo transtorno mental e envolvendo todos aqueles que fazem parte do processo de saúde-doença, ou seja, frequentadores, familiares, profissionais e comunidade em geral.

A luta pela reinserção social começa no CAPS, mas direciona-se à comunidade para que a pessoa tenha acesso em seu próprio território e próximo de sua família. A unidade dedica-se a evitar internação hospitalar e constrói autonomia tanto dos frequentadores quanto das famílias.

(Texto: Gabriela Saça - Foto: Equipe CAPS II)