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ESPORTE 13/08/2019 Em homenagem ao dia do capoeirista, prefeitura promove roda de capoeira no parque

Em homenagem ao dia do capoeirista, prefeitura promove roda de capoeira no parque

No dia 3 de agosto comemora-se o dia do capoeirista, e, no intuito de celebrar umas das maiores expressões culturais brasileiras, a prefeitura, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer promoveu uma roda de capoeira com alunos que fazem parte das aulas oferecidas pelo município, além de capoeiristas da região, amigos e familiares. O evento aconteceu no parque municipal Benedito Bueno de Morais.

A roda teve início com uma ladainha, que consiste em um ritmo mais lento e ritmado que normalmente conta histórias sobre essa expressão cultural e seus grandes personagens, e é entoada antes dos jogos físicos. Logo após, seguindo a tradição da abertura de roda, eles começaram com os jogos regionais. Veja fotos

A cada pausa para a mudança de estilo, o professor e mestre André Luis Fermino ou Tubarão como também é conhecido entre os seus alunos, contava sobre a história de resistência que a prática possui, relembrando como foram necessários anos de luta para que ela fosse reconhecida como um esporte, e não somente como uma dança.

Surgida ainda na época da escravidão, a modalidade era utilizada como forma de fortalecer o corpo para facilitar as fugas, e também como outras manifestações da cultura negra.


Com a abolição, muitas demonstrações foram proibidas, colocando a capoeira em artigo penal e somente anos mais tarde foi permitida a prática como luta. “Mesmo com a proibição, muitos continuaram praticando e ao introduzirem mais instrumentos à roda, ela passou a ser vista com mais suavidade, colocando um adendo no código penal onde dizia que ela poderia ser praticada se não demonstra-se nem força e nem agressividade. A capoeira é uma luta que usou o suingue da dança como disfarce para continuar existindo” afirmou o mestre.

A importância dos instrumentos

Os instrumentos utilizados são uma ferramenta essencial no esporte, pois elas ditam o ritmo do jogo e das melodias entoadas. A bateria era composta por três berimbaus chamado de Gunga, que possui uma cabaça maior com um som de timbre mais grave, e as outras duas chamadas de Viola, que são responsáveis por entrelaçar e harmonizar o som na música.


O tambor, pandeiro e sino também fizeram parte da composição da melodia, que a todo momento ganhavam novos tocadores, orientados por um sistema de revezamento, para que todos pudessem ter a chance de gingar com diferentes capoeiristas e não ficassem somente com uma função na roda.

Entre muitos giros e golpes característicos do esporte estava Thiago de 8 anos, que não perdia nenhuma chance de gingar, sua mãe Eliane da Silva assistia tudo com um sorriso no rosto e conta que participar das aulas foi iniciativa do próprio garoto. “Ele chegou em casa um dia muito seguro de si dizendo que queria fazer capoeira, então procurei saber se havia aqui na cidade e encontrei as aulas na prefeitura. O Thiago realmente gosta muito de capoeira, e ao contrário do que alguns pensam não envolve nenhum tipo de violência, pois é um esporte que estimula a educação, o autoconhecimento e a disciplina”, ressaltou.


Ao final os capoeiristas puderam relaxar por meio de uma dança, onde amigos e familiares participaram do momento de descontração promovendo o fortalecimento das relações de confiança e amizade entre eles.

Se você ficou interessado e deseja saber mais sobre esse universo multicultural que a capoeira abrange, a prefeitura oferece aulas gratuitas no CIE e CSU para quem deseja aprender essa modalidade.

Aulas

CIE
Dias e horários: Segundas e sextas das 13h30 às 14h30 e das 14h30 às 15h30
Às quartas-feiras das 19h às 20h e das 20h às 21h
Endereço: Estr. da Divisa, S/N - Parque Vitória

CSU
Dias e horários: Segundas e sextas das 16h30 às 17h30 e das 17h30 às 18h30
Endereço: Rua Nelson Rodrigues, 400 - Centro (dentro do parque Benedito Bueno de Morais)

(Texto e fotos: Danielle Magalhães)