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ASSISTÊNCIA SOCIAL 28/08/2019 Mais de 600 alunos recebem certificado de qualificação profissional dos cursos oferecidos pela Secretaria de Assistência Social

Mais de 600 alunos recebem certificado de qualificação profissional dos cursos oferecidos pela Secretaria de Assistência Social

O desejo de mudar de vida e conquistar uma oportunidade no mercado de trabalho ficou mais próximo para mais de 600 franco-rochenses que se formaram nos cursos de capacitação e qualificação profissional oferecidos pela Secretaria de Assistência Social e Fundo Social de Solidariedade. Veja fotos do evento

A formatura aconteceu na última quarta-feira (21), no Centro Cultural Newton Gomes de Sá.

Voltados para pessoas em situação de vulnerabilidade social, os cursos buscam garantir a autonomia econômica e independência financeira dos munícipes que precisam se qualificar para tentar a recolocação do mercado de trabalho ou até mesmo de quem procura formação para o primeiro emprego.

Disponíveis nas áreas da beleza, alimentação, corte e costura e prestação de serviços, os cursos oferecidos são: artesanato; assistente de cabeleireiro; biscoitos doces e salgados; comidas de boteco; corte e costura; culinária funcional doce e salgado; cuidador de idoso; designer de sobrancelha; informática; instalador de som; manutenção de celular; padaria artesanal; receitas de boteco vegetarianas; reparos e consertos e serigrafia.

A cerimônia

Para animar o evento, os alunos das oficinas de dança organizadas pela Secretaria da Cultura deram um show para o público. Ao som de hip hop, o grupo comandado pelo professor Adilson, dançou no estilo street dance no palco do Centro Cultural.

O vice-prefeito Dr. Nivaldo esteve na mesa das autoridades acompanhado do secretário-adjunto de Assistência Social, Raphael Cruz; do representante do Centro Educacional Continuado em Desenvolvimento Social (CECON), Eduardo Primo e da aluna Valdete Farias da Silva.

“Eu estava desempregada desde que minha filha nasceu e procurei o CRAS para fazer um curso profissionalizante porque precisava voltar ao mercado de trabalho. Nesse período eu recebi total apoio do pessoal do Centro Solidário, dos professores e acabei aprendendo uma nova profissão. Hoje eu aprendi a trabalhar com alimentos e fui incentivada a me inscrever no edital da prefeitura para trabalhar na Feira do Juquery Art Vila”, contou Valdete.


Inaugurada em dezembro de 2017, a feira compõe um dos eixos do Programa Municipal de Fomento à Economia Popular e Solidária e nasceu por iniciativa da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, junto ao Fundo Social de Solidariedade.

“Fui aprovada no edital e em breve estarei trabalhando na feira. Eu sinto que a bagagem que eu tenho hoje é muito maior do que quando entrei nos cursos. Eu não tinha ideia de que poderia fazer tantas coisas. Aqui eu fiz muitos amigos, conheci muitas mães, muitas irmãs e espero que essa nova caminhada nos leve mais longe” disse a formanda emocionada.

Dedicada, Valdete fez cursos de corte e costura, artesanato biscoitos, comida vegana e comida de boteco, no entanto, acabou se encontrando nos doces. Agora, a aluna participará da feira comercializando brigadeiro gourmet.

Em sua fala, o vice-prefeito Dr. Nivaldo Santos parabenizou os formandos e falou sobre a importância de criar cada vez mais oportunidades para quem está fora do mercado de trabalho. "Hoje a festa é de vocês, mas nós da prefeitura também ficamos muito felizes e orgulhosos em estar aqui, porque sempre foi uma preocupação da gestão proporcionar qualificação e e capacitação para o maior número de pessoas, para que elas encontrem uma fonte de renda e sejam independeres. Vivemos um período economicamente difícil no país, por isso, nós queremos que vocês estejam preparados para conquistar o seu espaço no mercado de trabalho".

Após receberem seus certificados os alunos participaram de um sorteio de brindes exclusivos e foram convidados ainda para desfrutar de um coquetel com seus familiares.


Oportunidade para mudar de vida

Luís Felipe de 26 anos, (à direita na foto) atualmente é morador do abrigo de Franco da Rocha. Durante o atendimento com a assistente social ele recebeu a indicação para participar dos cursos no Centro Solidário. "Eu estava buscando uma oportunidade, queria me reinserir na sociedade, conseguir um emprego, como eu gosto muito da área da beleza e da tecnologia escolhi Manutenção de Celular e depois fiz Design de Sobrancelha. Agora eu pretendo seguir como designer, vou divulgar meu ofício fazendo um trabalho voluntário para ganhar clientes, depois pretendo montar meu negócio", afirmou.


Afastado da convivência com a família, Luís conta está no abrigo há cerca de 2 meses e agora, com o apoio da equipe que trabalha no local está buscando uma reaproximação.

“Eu costumo dizer que quanto mais eu agradeço mais pessoas boas aparecem para eu ser grato. Aqui eu recebi ajuda de muita gente, desde a faxineira, a cozinheira até a coordenadora do abrigo. São pessoas que acreditaram em mim, na minha recuperação. Agora eu estou reconquistando a confiança da minha família e criando novos laços”, declarou.

“Porque ser solidário é criar oportunidades”

Sob esse mote, desde 2013 a Administração Municipal de Franco da Rocha estruturou ações que têm como porta de entrada o Centro Solidário de Capacitação e Qualificação Profissional. O equipamento trabalha o acolhimento de pessoas encaminhadas pelo Fundo Social de Solidariedade, pelos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS). A diferença entre esses dois últimos serviços é que o CRAS previne situações de vulnerabilidade social e risco, enquanto o CREAS cuida das consequências ocasionadas pela vulnerabilidade e risco social.

O atendimento é prioritário aos que se encontram em situação de vulnerabilidade social, em geral, cadastradas nos programas de transferência de renda (Bolsa Família, Renda Cidadã e Ação Jovem, por exemplo). O Centro Solidário oferece cursos em diferentes áreas de formação profissional e busca a recolocação – ou colocação dos munícipes no mercado de trabalho. A empreitada porém, vai além da capacitação profissional, que é a primeira etapa do projeto Economia Solidária.

Com a finalização do curso, o munícipe pode optar por integrar a Incubadora Pública de Talentos e Empreendimentos. Pelo período que varia entre 12 e 24 meses, a pessoa vai conhecer o empreendedorismo. Ou seja, além de aprender uma profissão, a oportunidade agora é voltada ao treinamento para o desenvolvimento de um plano de negócios que inclui marketing, fluxo de caixa; finanças, entre outros temas importantes. A terceira e última fase desse programa é a comercialização de produtos.

(Texto: Luana Nascimento - Foto: Orlando Junior)